A POSSIBILIDADE DE GRAVAR E REPRODUZIR SONS
O desenvolvimento tecnológico sempre acompanhou a história da música. Antes da invenção do gravador, por exemplo, o registro de uma composição musical só era possível por meio de partituras, e sua audição, por meio de apresentações ao vivo.
Em 1877, Thomas Edison (1847-1931) criou o primeiro aparelho que possibilitou a gravação e a reprodução de sons, o fonógrafo.
O fonógrafo gravava as ondas sonoras na superfície de um cilindro de folha de estanho. Mais tarde os cilindros seriam feitos de papelão e revestidos com cera.
Em 1888, o alemão Emil Berliner (1851-1929) criou o gramofone, um aparelho que permitia a gravação e a reprodução de sons em discos metálicos. Essa invenção representou uma grande inovação por permitir a gravação de várias cópias de um único disco a partir de uma matriz, abrindo caminho para a música gravada da maneira como a conhecemos atualmente.
Por volta do fim da década de 1920, surgiram as fitas magnéticas, patenteadas pelo alemão Fritz Pfleumer. Elas tiveram uma considerável importância na história da música, principalmente na gravação de áudio, pois, para a época, permitiam uma ótima qualidade e portabilidade extrema. Além disso, a invenção possibilitava a gravação de dois ou mais áudios gravados em fitas diferentes, com a capacidade de uni-los em uma só fita. A esse processo se dá o nome de mixagem.
Em 1940, surgiu o disco de vinil, outra invenção que também marcou a história da música. Mais leves que os discos utilizados no gramofone, os de vinil permitem a gravação de vários áudios divididos em faixas.
A popularização desses discos contribuiu de forma decisiva para o desenvolvimento da indústria da música, possibilitando a comercialização de discos em larga escala.
Outra invenção muito importante para a indústria e para a difusão da música em larga escola foi a gravação de áudio em fita magnética. Essa tecnologia se popularizou em 1963, quando foi criada a fita cassete, também conhecida como K7.
A fita cassete consiste em um rolo de fita magnética alojado em uma caixa de plástico. Ela é presa em roldanas, que giram e enrolam a fita enquanto ela é gravada e reproduzida. Os sons são gravados nessa fita, que possui uma camada muito fina de partículas magnéticas que armazenam as informações. Depois, um dispositivo de leitura reproduz seu conteúdo.
O uso desse tipo de mídia chegou ao fim devido ao aparecimento do compact disc, o CD, em 1977.
Um CD é um disco de acrílico, sobre o qual é impressa uma longa espiral, as informações são gravadas nessa espiral, e a leitura delas é feita por dispositivos especiais, que varrem a superfície da espiral com um laser.
O CD se popularizou por fornecer maior capacidade de armazenagem, durabilidade e clareza sonora. Com o passar do tempo, vieram outros avanços tecnológicos e os CDs foram substituídos por novas formas de mídias digitais.
Ao lado do CD, o áudio digital já se tornava maduro o suficiente para participar do próximo passo na evolução de armazenamento de áudio. Os computadores se tornavam cada vez menores, e os HDs adquiriram mais espaço, possibilitando armazenar dias e dias de música com grande qualidade. Muitos computadores passaram a dispor de leitores e gravadores de CDs, permitindo ouvir seus discos preferidos e até gravar os seus próprios.
Entretanto, a relação entre o armazenamento e o consumo de música tem se modificado. Atualmente é possível ouvir música a qualquer momento, desde que esteja conectado à internet. Há inúmeros aplicativos e plataformas virtuais que disponibilizam músicas por meio da internet.
ATIVIDADES:
Associe corretamente conforme o ano de sua invenção:
= 3;1;5;2;6;4
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