HISTÓRIA, GEOGRAFIA, ENSINO RELIGIOSO, CULTURA e ATUALIDADES - (filmes, músicas e livros)

O SÍTIO DO PICAPAU AMARELO

MONTEIRO LOBATO - O SÍTIO DO PICA PAU AMARELO A história do Sítio do Picapau Amarelo teve início no ano de 1921, quando Monteiro  Lobato pub...

segunda-feira, 1 de junho de 2026

O SÍTIO DO PICAPAU AMARELO

MONTEIRO LOBATO - O SÍTIO DO PICA PAU AMARELO

A história do Sítio do Picapau Amarelo teve início no ano de 1921, quando Monteiro 

Lobato publicou o livro Narizinho Arrebitado. Depois desse vieram muitos outros: O 

Saci (1921), Fábulas de Narizinho (1921), O Marquês de Rabicó (1922), O Noivado 

de Narizinho (1927), Reinações de Narizinho (1931), As Caçadas de Pedrinho (1933),

 Emília no País da Gramática (1934), Geografia de Dona Benta (1935) e Histórias de 

Tia Nastácia (1937).

 Em 1939, Monteiro Lobato publicou O Picapau Amarelo, livro que conta quando e por 

que as personagens do sítio foram morar lá. As principais personagens do Sítio do Picapau 

Amarelo são Dona Benta, Pedrinho, Narizinho, Emília, Tia Nastácia, Visconde de Sabugosa, 

Tio Barnabé, Marquês de Rabicó, o burro Conselheiro e o rinoceronte Quindim. Todas elas 

conviviam harmonicamente com personagens do mundo da imaginação, além de personagens 

que Lobato resgatou da mitologia grega. Dessa maneira, o escritor tinha como principal 

intenção divertir e educar por intermédio da leitura, incentivando nos pequenos a vontade 

de conhecer.

Para o cenário da fazenda do Sítio, Lobato foi inspirado em memórias de sua própria 

infância, já que ele mesmo viveu com sua família em uma fazenda no interior de São Paulo.

 O cenário principal é um sítio, batizado com o nome de Picapau Amarelo, de onde vem 

o título da série, onde mora Dona Benta, uma idosa de mais de sessenta anos que vive 

em companhia de sua neta Lúcia, ou Narizinho como todos dizem e a empregada, Tia 

Nastácia. Narizinho tem como amiga inseparável uma boneca de pano velho chamada 

Emília, feita por Tia Nastácia. Em um dos capítulos de Reinações de Narizinho, Emília 

começa a falar graças à pílula falante do Doutor Caramujo, um médico afamado do Reino 

das Águas Claras, um palácio que fica no fundo do ribeirão do sítio. Durante as férias 

escolares, Pedrinho, primo de Narizinho, passa uma temporada de aventuras no Sítio.

 Juntos, eles desfrutam de aventuras explorando fantasia, descoberta e aprendizagem. Em 

várias ocasiões eles deixam o sítio para explorar outros mundos, como a Terra do Nunca, 

a mitológica Grécia Antiga, um mundo subaquático conhecido como Reino das Águas 

Claras, e o espaço exterior.

 As obras infantis de Lobato trazem elementos culturais e científicos, além de uma 

linguagem simples. Elas também apresentam marcas da literatura fantástica. Assim, 

desenvolvem nas crianças a imaginação, o interesse pelo conhecimento e o amor pela 

rica cultura brasileira.

Assinale a alternativa correta:

1- "Crítico feroz do Modernismo, grande incentivador da disseminação da cultura, defensor dos valores e 

riquezas nacionais; conhecido, particularmente, pela sua grande obra infantil, em que se destacam os personagens 

do Sítio do Pica-Pau Amarelo."

O nome do autor a que se refere a afirmativa acima é:

a) Lima Barreto

b) José Lins do Rego

c) Monteiro Lobato

d) Mário de Andrade

e) Cassiano Ricardo


2- Monteiro Lobato está cronologicamente vinculado ao:

a) Modernismo

b) Parnasianismo

c) Pré-Modernismo

d) Concretismo

e) Romantismo


Coloque V ou F

3(       ) Sítio do Picapau Amarelo é uma série de livros infantis do escritor Monteiro

Lobato.

4(   ) As histórias do Sítio são marcadas pela aventura, pelo realismo fantástico e apresentam 

um tom didático.

5(   ) A série Sítio do Picapau Amarelo teve início com a personagem Narizinho, que apareceu, 

pela primeira vez, no livro A menina do narizinho arrebitado, publicado em 1920.


Relacione as colunas de acordo com a história do Sítio do PicaPau Amarelo e os seus 

respectivos personagens:

1)Personagens Humanos;


2)Personagens fictícios;

(      ) Dona Benta

(      ) Emília

(      ) Visconde

(      ) Narizinho

(      ) Saci

(      ) Cuca

(      ) Pedrinho

(      ) Rabicó

(      ) Nastácia

(      ) Burro falante

(      ) Barnabé


Indique em qual obra os personagens folclóricos aparecem nos livros do 

Sítio do Picapau Amarelo:

a)Dom Quixote:

b)Cuca:

c)Hércules:

 Gabarito:

1-C;

2-C;

3- V;

4-V;

5-V;

a)O Picapau Amarelo;

b)Saci;

c)Os Doze Trabalhos de Hércules;


* Deonisio Formentini, professor de História.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

ANITA GARIBALDI

 POEMAS, FRASES sobre ANITA GARIBALDI

ANITA

Na praia uma linda flor

A bela orquídea imita.

Porém muito mais bonita

Dado o matiz multicor.


Um nauta navegador,

Com lentes, busca a infinita

Visão. Vendo a flor Anita

Jura-lhe um eterno amor.


Saltando em terra, o guerreiro

Inala da flor o cheiro

Quando a fragrância a ilumina.


Como esposa e companheira,

Anita fez-se a guerreira

De dois mundos – a heroína.

*Por Laerte Tavares

 

 


FRASES DE ANITA GARIBALDI:


  • Bendita pobreza que me liberta. [ Anita Garibaldi ]


  • Não tenha medo de viver, de correr atrás dos sonhos. Tenha

  • medo de ficar parado. [ Anita Garibaldi ],


  • Não quero ser o primeiro, mas o último amor de um homem.

     

     

     

    ANITA GARIBALDI

    Dimas Costa

     

    Mãe,

    esposa,

    heroína!

    Se sofreu,

    não foi embalde

    Ela sofreu sobranceira,

    para ser a companheira

    de Giuseppe Garibaldi.

     

    Andou, andou, padeceu,

    lutou, lutou, mas venceu,

    aqui e lá no estrangeiro.

    Mas enfrentou toda a vida

    com coragem, destemida,

    por amor ao companheiro.

     

    Por isso meu coração,

    na mais profunda emoção,

    cheio de orgulho palpita,

    ao guardar toda a memória

    da sublime e grande história

    de Garibaldi e de ANITA!

     
  • Anita Garibaldi ]

sexta-feira, 24 de abril de 2026

REVOLTA DE FILIPE DOS SANTOS

A REVOLTA

Também conhecida como Revolta de Vila Rica, este movimento nativista ocorreu no ano de 1720, na região das Minas Gerais, durante o período do Ciclo do Ouro.
A região de Minas Gerais produzia muito ouro no século XVIII. A coroa portuguesa aumentou muito a cobrança de impostos na região. O quinto, por exemplo, era cobrado sobre todo outro extraído (20% ficavam com Portugal). Esta cobrança ocorria nas Casas de Fundição.
Era proibida a circulação de ouro em pó ou em pepitas. Quem fosse pego desrespeitando as leis portuguesas era preso e recebia uma grave punição (degredo para a África era a principal).
Causa e Objetivo
Os donos das minas estavam sendo prejudicados com as novas medidas da Coroa para dificultar o contrabando do ouro em pó. A Coroa Portuguesa decidiu instalar quatro casas de fundição, onde todo ouro deveria ser fundido e transformado em barras, com o selo do Reino (nessa mesma ocasião era recolhido o imposto de cada cinco barras, uma ficava para a Coroa portuguesa).
Assim, só poderia ser comercializado o ouro em barras com o selo real, acabando com o contrabando paralelo do ouro em pó e consequentemente, com o lucro maior dos donos das minas. Então, esses últimos organizaram essa revolta para acabar com as casas de fundição, com os impostos e com o forte controle em cima do contrabando.
O líder e suas ideias
Felipe dos Santos Freire era um rico fazendeiro e tropeiro (dono de tropas de mulas para transporte de mercadorias). Com seus discursos e ideias atraiu a atenção das camadas mais populares e da classe média urbana de Vila Rica. Defendia o fim das Casas de Fundição e a diminuição da fiscalização metropolitana.
A Revolta
A revolta durou quase um mês. Os revoltosos pegaram em armas e chegaram a ocupar Vila Rica. Diante da situação tensa, o governador da região, Conde de Assumar, chamou os revoltosos para negociar, solicitando que abandonassem as armas.
Após acalmar e fazer promessas aos revoltosos, o conde ordenou às tropas para que invadissem a vila. Os líderes foram presos e suas casas incendiadas. Felipe dos Santos, considerado líder, foi julgado e condenado à morte por enforcamento.
Consequências da Revolta
Como consequência, a Coroa procurou limitar as vias de acesso às Minas e o escoamento da produção, visando inibir o contrabando e a evasão fiscal. Para facilitar essa tarefa, foi criada a Capitania de Minas Gerais, separada da Capitania de São Paulo.
Os revoltosos realizaram uma marcha até a sede do governo da capitania em Mariana, e como o governador Conde de Assumar não tinha como barrar a força dos donos das minas, ele prometeu que as casas de fundição não seriam instaladas e que o comércio local seria livre de impostos. Os rebeldes voltaram então para Vila Rica, de onde haviam saído. Aproveitando a trégua, o conde mandou prender os líderes do movimento, cujas casas foram incendiadas. Muitos deles foram deportados para Lisboa, mas Filipe dos Santos foi condenado e executado. Assim, essa revolta não conseguiu cumprir seus objetivos e foi facilmente sufocada pelo governo.
Felipe dos Santos foi morto porque ele e sua tropa demoliram as casas de fundição.
Por seu caráter nativista e de protesto contra a política metropolitana, muitos historiadores consideram este movimento como um embrião da Inconfidência Mineira (1789).

Assinale a alternativa correta:
1- A respeito da Revolta de Filipe dos Santos (1720), assinale a alternativa incorreta.
a) O governo português proibiu a circulação de ouro em pó em Minas Gerais, exigindo que todo o minério extraído fosse entregue às Casas de Fundição.
b) Filipe dos Santos Freire era um rico fazendeiro e tropeiro, e a revolta durou um ano.
c) Filipe dos Santos, considerado líder, foi julgado e condenado à morte por enforcamento.
d) Após a revolta, a coroa portuguesa aumentou ainda mais a fiscalização na região das minas, visando a combater a evasão fiscal e o contrabando de ouro.
e) Para aumentar o controle sobre a região, foi criada a capitania de Minas Gerais.

2- Os movimentos nativistas brasileiros podem ser definidos como movimentos:
a) internacionalistas.
b) socialistas e comunistas.
c) em defesa dos interesses brasileiros.
d) em defesa dos interesses indígenas e silvícolas.
e) separatistas.

3- A Revolta de Filipe Santos, que aconteceu em 1720, também é conhecida como:
a) Revolta de Vila Rica
b) Revolta de Beckman
c) Revolta dos Malês
d) Revolução Pernambucana
e) Revolução Praieira

4- A Revolta de Filipe de Santos tem relação direta com:
a) a quantidade de soldados portugueses estabelecidos em Portugal.
b) a falta de autonomia administrativa da capitania.
c) os altos impostos cobrados nas Casas de Fundição.
d) a presença de forasteiros em Minas Gerais.
e) o fim da escravização de indígenas em Vila Rica.

5- A Guerra dos Emboabas, a dos Mascates e a Revolta de Vila Rica, verificadas nas primeiras décadas do século XVIII, podem ser caracterizadas como:
a) movimentos isolados em defesa de ideias liberais, nas diversas capitanias, com a intenção de se criarem governos republicanos;
b) movimentos de defesa das terras brasileiras, que resultaram num sentimento nacionalista, visando à independência política;
c) manifestações de rebeldia localizadas, que contestavam alguns aspectos da política econômica de dominação do governo português;
d) manifestações das camadas populares das regiões envolvidas, contra as elites locais, negando a autoridade do governo metropolitano.
e) manifestações separatistas de ideologia liberal contrárias ao domínio português.


Gabarito:
1-B;
2-C;
3-A;
4-C;
5-C;

sexta-feira, 17 de abril de 2026

FILOSOFIA - Ativ. III

FILOSOFIA - Atividades

Assinale a alternativa correta:

1- Sobre o conceito de Estado, é correto afirmar:

a) É uma organização civil para administrar dado território e a sua população.

b) Refere-se à não existência da divisão territorial determinada pelos limites geográficos.

c) Trata-se da eleição realizada pelo povo que garante a legitimidade para as pessoas governarem.

d) É a estrutura organizacional e política, fruto de um contrato social ou de um pacto político, que 

garante legitimidade ao governo.

e) Consiste em uma estrutura organizacional e política, independente de um pacto político com 

autoridade.


2- “O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é 

manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente 

do que outros que, por muita piedade, permitem os distúrbios que levem ao assassínio e ao 

roubo.” MAQUIAVEL, N. O Príncipe, São Paulo: Martin Claret, 2009.

No século XVI, Maquiavel escreveu O Príncipe, reflexão sobre a Monarquia e a função do 

governante. A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na:

a) Inércia do julgamento de crimes polêmicos.

b) Bondade em relação ao comportamento dos mercenários.

c) Compaixão quanto à condenação de transgressões religiosas.

d) Neutralidade diante da condenação dos servos.

e) Conveniência entre o poder tirânico e a moral do príncipe.


3- Para que não haja abuso, é preciso organizar as coisas de maneira que o poder seja contido 

pelo poder. Tudo estaria perdido se o mesmo homem ou o mesmo corpo dos principais, ou dos 

nobres, ou do povo, exercesse esses três poderes: o de fazer leis, o de executar as resoluções 

públicas e o de julgar os crimes ou as divergências dos indivíduos.

Os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário atuam de forma independente para a efetivação

 da liberdade, sendo que esta não existe se uma mesma pessoa ou grupo exercer os referidos 

poderes concomitantemente. MONTESQUIEU, B. Do Espírito das Leis. São Paulo: Abril Cultural, 

1979 (adaptado).

A divisão e a independência entre os poderes são condições necessárias para que possa haver 

liberdade em um estudo. Isso pode ocorrer apenas sob um modelo político em que haja

a) exercício de tutela sobre atividades jurídicas e políticas.

b) consagração do poder político pela autoridade religiosa.

c) concentração do poder nas mãos de elites técnico-científicas.

d) estabelecimento de limites aos atores públicos e às instituições do governo.

e) reunião das funções de legislar, julgar e executar nas mãos de um governo eleito.


Coloque V ou F

4 (      ) Como dimensão superestrutural da sociedade capitalista, o Estado é um instrumento de 

dominação da classe dos proprietários.

5 (       ) A legitimidade do Estado Moderno deriva, principalmente, do reconhecimento da validade 

legal e da competência funcional, baseadas em normas racionalmente estabelecidas.

6 (      ) A cidadania é o conjunto de direitos e deveres de um indivíduo que vive em sociedade, no 

que se refere ao seu poder e grau de intervenção no usufruto de seus espaços e na sua posição 

em poder nele intervir e transformá-lo.

7 (       ) Na investigação sobre as origens e os fundamentos das associações políticas, foram 

elaboradas poucas respostas ao longo da história.

 

Gabarito:

1D - 2E - 3D - 

4F - 5V - 6V - 7F

 

 


sábado, 11 de abril de 2026

EDUCAÇÃO NA IDADE MÉDIA

A EDUCAÇÃO MEDIEVAL

Como na Idade Média havia um monopólio da cultura e do 

pensamento por parte da Igreja Católica, a educação teve grande 

influência religiosa. Eram os integrantes da Igreja que 

estabeleciam o que deveria ser estudado, os conteúdos e os 

objetivos da educação. As escolas eram, portanto, associadas 

às instituições religiosas católicas. Embora controlada pela Igreja, 

a educação não ficou apenas no campo religioso, abrindo também 

espaço para o estudo das ciências, técnicas e habilidades.

Principais características e objetivos da educação medieval:

• Transmissão de técnicas adquiridas, para formação profissional.

• Ênfase na formação religiosa católica. As escolas monásticas eram o 

centro de aprendizagem no início da Idade Média, e o currículo era 

frequentemente centrado em textos religiosos, incluindo o estudo da Bíblia 

e escritos de estudiosos religiosos.

• Desenvolvimento da leitura e escrita do latim (língua mais falada na 

Europa Medieval). A maioria dos textos, incluindo obras religiosas e 

filosóficas, foi escrita em latim. O uso de línguas vernáculas na educação 

começou a aumentar no final da Idade Média.

• Desenvolvimento de habilidades como falar, refletir, pensar, debater e concluir.

Currículo básico da educação na Idade Média:

- Gramática (regras da língua falada e escrita).

- Dialética (processo ou arte do diálogo e debates).

- Retórica (arte para elaborar e utilizar bons argumentos).

- Geometria (campo da Matemática que estuda as formas geométricas e o espaço 

que elas ocupam).

- Aritmética (ramo da matemática que estuda os números).

- Lógica (forma de pensamento racional e científico para se chegar à verdade 

ou resultado correto).

- Música.

- Astronomia (estudo dos astros e do espaço sideral).

- Latim (língua mais falada e escrita na Idade Média).

Tipos de Escolas Medievais

Escolas Paróquias: voltadas, principalmente, para a formação de padres. Ensinava-se, 

basicamente, temas religiosos, já que o objetivo principal era a formação sacerdotal.

Escolas Monásticas: eram voltadas, principalmente, para a formação de 

monges. Funcionavam em sistema de internato. Latim, canto gregoriano, textos 

sagrados (entre eles a Bíblia) e Filosofia eram os principais temas estudados 

nestas escolas. Valorização do trabalho e disciplina também eram importantes 

nestas escolas.

Escolas Palatinas: tinham como objetivo a formação mais ampla do indivíduo. 

Estudavam nestas escolas, principalmente, os filhos de nobres. Exigiam muita 

dedicação e empenho dos estudantes, pois tinham um currículo vasto. As 

principais disciplinas estudadas eram: Gramática, Aritmética, Geometria, 

Astronomia, Dialética, Retórica, Filosofia e Música.

Universidades Medievais: surgiram na Europa no século XII. As primeiras 

foram fundadas na França, Inglaterra e Itália. Eram comunidades formadas 

por mestres e estudantes (universitas) voltadas para o ensino, pesquisa, produção 

de conhecimentos, reflexão e debate. Serviram de modelo para as 

Universidades que temos até hoje. Em função dos temas polêmicos que levantam 

e discutiam de forma aberta, sofreram muita intervenção de reis, ordens religiosas 

e até mesmo do papa. Após uma formação básica (Gramática, Retórica, 

Aritmética, Geometria, Filosofia, Lógica e Astronomia), os estudantes podiam 

prosseguir seus estudos em áreas específicas. Os primeiros cursos universitários 

na Idade Média foram de Medicina, Teologia e Direito.

Os mosteiros e catedrais eram os principais centros de ensino na Idade 

Média. Neles, os monges e clérigos eram responsáveis por transmitir 

conhecimentos nas áreas da teologia, filosofia, retórica e música. Além 

disso, essas instituições também abrigavam bibliotecas, onde os estudantes 

tinham acesso a manuscritos e livros raros, considerados verdadeiros 

tesouros intelectuais da época.

Os livros eram considerados verdadeiros tesouros na educação medieval. 

No entanto, eles eram extremamente raros e valiosos, já que eram produzidos 

de forma artesanal e demandavam um grande investimento de tempo e 

recursos. Os estudantes tinham acesso a bibliotecas, onde podiam consultar 

manuscritos e livros, mas a posse de um livro era privilégio de poucos. A 

transcrição e a cópia de textos eram atividades comuns nas instituições 

de ensino, garantindo a preservação do conhecimento.

Quem eram os estudantes na Idade Média?

Grande parte dos estudantes da Idade Média vinha da nobreza, pois esta 

camada social possuía recursos financeiros para manter os filhos nas 

escolas. Os nobres decidiam quais filhos iriam para a área militar (formação 

de cavaleiros), para a formação técnica (escolas formais) ou formação 

religiosa (escolas monásticas).

Já os camponeses e seus filhos, sem recursos financeiros e presos às obrigações 

servis, não tinham acesso à educação escolar, ficando sem saber ler e escrever 

por toda vida.

Nos séculos XIV e XV (final da Idade Média), com o surgimento da burguesia, 

as escolas e universidades passaram a ter muitos estudantes oriundos desta 

nova camada social. Os filhos dos burgueses iam para escolas e universidades 

que davam formação mais ampla ou de caráter técnico. Os burgueses buscavam 

formar seus filhos em áreas como Medicina, Artes, Direito, Filosofia e 

Arquitetura. Claro que muitos burgueses também direcionavam os estudos 

dos filhos para que estes continuassem o negócio da família nas áreas de 

comércio ou finanças.

A educação no período medieval foi marcada por uma série de características 

peculiares, como a influência da Igreja, a valorização da memorização e a 

restrição do acesso à educação. Embora restrita a uma elite privilegiada, a 

educação medieval desempenhou um papel fundamental na formação intelectual 

e religiosa da época. Através dos mosteiros e catedrais, o conhecimento foi 

preservado e transmitido, garantindo a continuidade da cultura e da tradição. O 

estudo da educação medieval nos permite compreender as bases do sistema 

educacional atual e refletir sobre as transformações ocorridas ao longo dos séculos.

* Deonisio Formentini, professor de História.

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