HISTÓRIA, GEOGRAFIA, ENSINO RELIGIOSO, CULTURA e ATUALIDADES - (filmes, músicas e livros)

O SÍTIO DO PICAPAU AMARELO

MONTEIRO LOBATO - O SÍTIO DO PICA PAU AMARELO A história do Sítio do Picapau Amarelo teve início no ano de 1921, quando Monteiro  Lobato pub...

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

A SOJA - SURGIMENTO NO BRASIL

 A origem do grão

A primeira referência à soja como alimento data de mais de 5.000 anos. O grão foi citado e descrito pelo imperador chinês Shen-nung, considerado o “pai” da agricultura chinesa, que deu início ao cultivo de grãos como alternativa ao abate de animais.

Um dos principais indicativos que atestam a importância cultural e nutricional da soja para os chineses é o fato de que já nos anos 200 antes de Cristo (a.C.) o grão era a matéria-prima essencial para a produção do tofu (leite de soja coalhado), tendo representado por milhares de anos a proteína vegetal, o leite, o queijo, o pão e o óleo para os chineses. Além disso, a soja era uma espécie de moeda, porque era vendida à vista ou trocada por outras mercadorias.

A soja de cinco milênios atrás difere muito da soja que conhecemos hoje: eram plantas rasteiras que se desenvolviam ao longo de rios e lagos – uma espécie de soja selvagem. O processo de “domesticação” da soja ocorreu no século XI a.C., a partir de cruzamentos naturais feitos por cientistas chineses. Neste momento, a soja era encontrada principalmente na região oriental do Norte da China, onde se cultivava trigo de inverno.

A partir daí, a soja começa a ser introduzida no Sul da China, indo para a Coréia, o Japão e outros países do atual Sudeste da Ásia. Registros históricos indicam que a expansão da cultura da soja foi lenta: teria chegado à Coréia e desta ao Japão no século III depois de Cristo (d.C.) – ficando até então restrita à China. No Ocidente, o grão surge no final do século XV e início do século XVI, época das chamadas grandes navegações europeias.

A adoção da soja como alimento é lenta no Ocidente. No século XVIII, pesquisadores europeus começaram os estudos com brotos de soja como matéria-prima para a produção de óleo e nutriente animal. O cultivo comercial se inicia nos primeiros anos do século XX nos Estados Unidos, e na segunda década do século XX o teor de óleo e proteína do grão passam a chamar a atenção das indústrias mundiais.

Foi após o final da Primeira Guerra Mundial, em 1919, que o grão de soja se tornou um item de comércio exterior importante. Pode-se considerar o ano de 1921, quando é fundada a American Soybean Association (ASA), como o marco da consolidação da cadeia produtiva da soja em esfera mundial.

A chegada no Brasil

Embora haja registros históricos que apontam para cultivos experimentais de soja na Bahia já em 1882, a introdução da soja no Brasil tem o ano de 1901 como marco principal: é quando começam os cultivos na Estação Agropecuária de Campinas e a distribuição de sementes para produtores paulistas. O grão começa a ser mais facilmente encontrado no País a partir da intensificação da migração japonesa, nos anos 1908. Em 1914, é oficialmente introduzida no Rio Grande do Sul – estado que apresenta condições climáticas similares às das regiões produtoras nos Estados Unidos (origem dos primeiros cultivares, até 1975).

A expansão da soja no Brasil começa mesmo nos anos 1970, quando a indústria de óleo começa a ser ampliada. O aumento da demanda internacional pelo grão é outro fator que contribui para o início dos trabalhos comerciais e em grande escala da sojicultura.

A ampliação dos plantios de soja no Brasil sempre esteve associada ao desenvolvimento rápido de tecnologias e pesquisas focadas no atendimento da demanda externa. Tanto que na década de 70 a soja já era a principal cultura do agronegócio nacional: a produção havia passado do 1,5 milhão de toneladas em 1970 para mais de 15 milhões de toneladas em 1979. Importante notar que essa ampliação desde esse início esteve intrinsecamente ligada aos investimentos no aumento de produtividade, e não necessariamente de área (que de 1,3 milhão de hectares passou para 8,8 milhões de hectares na década). Os índices de produtividade nesse período saíram do patamar de 1,14 t/ha para 1,73 t/ha.

Um dos importantes agentes desse processo de evolução da sojicultura brasileira foi a Embrapa, que tem desenvolvido desde esse período novas cultivares adaptadas às condições climáticas das regiões produtoras, como o Centro-Oeste. A Embrapa Soja foi criada em 1975, e a partir da década de 90 várias agências de pesquisa começaram a surgir para atuar no segmento.

A introdução da soja para além dos estados da região Sul só foi possível devido ao desenvolvimento de cultivares adaptadas ao clima mais quente. A adoção da técnica do plantio direto também contribuiu para a inserção do grão na agricultura das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte. O fato de que a soja permite a fixação no solo de nutrientes essenciais para o plantio de outras culturas, como o feijão e o milho, foi um aspecto positivo para sua expansão no Brasil, pois permitiu a adoção de uma entressafra produtiva.

O desenvolvimento de cultivares tolerantes a herbicidas chega ao Brasil em 1995, quando o Governo Federal aprova a Lei de Biossegurança, permitindo então o cultivo de plantas de soja transgênicas em caráter experimental. A lei foi atualizada em 2005, regulamentando definitivamente o plantio e a comercialização de cultivares transgênicas no Brasil.

Esse processo de consolidação da sojicultura no País foi fundamental para o desenvolvimento de toda uma cadeia produtiva, incluindo investimentos privados e públicos em estruturas de armazenagem, unidades de processamento do grão e modais para transporte e exportação da soja e seus derivados. Além disso, a soja brasileira permitiu uma maior viabilidade comercial para a atividade pecuária, devido ao fato de que se trata de uma matéria-prima estratégica para a produção de ração animal para gado bovino, suíno e aves.

Outra consequência positiva da sojicultura no Brasil foi o processo de desenvolvimento urbano dos municípios ligados à cultura, principalmente nos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País.

Uso da Soja

A cultura da soja proporcionou uma grande revolução alimentar. Hoje não existe nenhuma outra proteína de origem vegetal com melhor custo benefício para a produção de carnes, ovos, leites e derivados do que soja. A demanda por proteína animal tem crescido substancialmente nas últimas décadas e seguirá crescendo, principalmente, graças à melhoria de renda das pessoas nos países asiáticos. Portanto, além de garantir proteína animal em grande quantidade e preços acessíveis aos brasileiros, a soja também é importante para a segurança alimentar de muitas outras nações.

A soja está presente quando se come um ovo frito, uma mandioquinha e batata frita, já que a maior parte do óleo vegetal no país vem da soja. Deste mesmo óleo vegetal, tem saído mais de 70% da matéria prima para produzir o biodiesel brasileiro, hoje em mistura de 10% no diesel nacional, reduzindo as emissões de gases do efeito estufa. A soja também dá origem a diversos produtos para consumo de pessoas vegetarianas ou com intolerância à lactose, inclusive lactantes, bem como a produtos de tratamento hormonal. A oleaginosa ainda está presente em maquiagens, tintas e até nos colchões de espumas através de um polímero (poliol).

Geralmente, pensamos na soja como alimento ou matéria-prima para derivados, como óleo e farelo. Mas o grão tem inúmeros outros usos. Além do grão como alimento funcional, a soja é utilizada para a produção de produtos como chocolate, temperos prontos e massas. Derivados de carne também costumam conter soja em sua composição, assim como misturas para bebidas, papinhas para bebês e muitos alimentos dietéticos.

Do óleo extraído do grão (aproximadamente 15% da produção de soja em grão são destinados à fabricação de óleo), são produzidos óleo de cozinha, tempero de saladas, margarinas, gordura vegetal e maionese. Do processo de obtenção do óleo refinado de soja, obtém-se a lecitina, um agente emulsificante (que “liga” a fase aquosa e oleosa dos materiais), muito usado para se produzir salsichas, maioneses, sorvetes, achocolatados, barras de cereais e produtos congelados.

Outro segmento de produtos alimentícios que aproveita a soja é o de bebidas prontas – leite e sucos de frutas à base de soja.

Indiretamente, sempre que comemos carne estamos ingerindo soja. No Brasil, 80% do farelo de soja, junto com o milho, compõem a ração fabricada para a alimentação animal. É a transformação da proteína vegetal (grão) em proteína animal (grão mais carne).

Produtos feitos a base de soja são indicados a indivíduos com intolerância à lactose. Pesquisas associam o consumo da soja à diminuição de doenças cardiovasculares e à redução da incidência do infarto e derrame cerebral. Seus antioxidantes ajudam no ganho de massa magra e contribuem para proteger o organismo do envelhecimento causado pelos danos celulares.

Durante a menopausa, a soja é considerada uma alternativa natural para a reposição hormonal. Além disso, o consumo em forma de grão ou farinha integral possibilita a absorção dos elementos bioativos importantes para as mulheres.

Indústrias de diferentes setores utilizam soja como matéria-prima em seus processos de produção. Exemplo: indústrias de cosméticos, farmacêutica, veterinária, de vernizes tintas e de plásticos. A soja também é muito usada pela indústria de adesivos e nutrientes, adubos, formulador de espumas, fabricação de fibra, revestimento e papel emulsão de água para tintas.

Na história comercial mais recente, pela segurança e abundância em termos de oferta, o óleo de soja se tornou a principal matéria-prima para a produção do biodiesel, o combustível renovável que contribui para reduzir a emissão de gases poluentes no meio ambiente. O biodiesel é composto por diesel de petróleo e óleo extraído de várias oleaginosas. O óleo de soja representa mais de 80% da demanda total de fabricação de biodiesel no Brasil.

Muitos fatores contribuíram para que a soja se estabelecesse como uma importante cultura, primeiro no sul do Brasil (anos 60 e 70) e, a partir dos anos 80, na região central do país.Entre as causas que contribuíram para o rápido estabelecimento na região sul, pode-se destacar:

1. Semelhança do ecossistema do sul do Brasil com aquele predominante no sul dos EUA, origem dos materiais introduzidos, favorecendo o êxito na transferência e adoção de variedades e outras tecnologias de produção.

2. Implementação da “Operação Tatu” em meados dos anos 60, um programa governamental destinado a promover a calagem e a fertilização dos solos ácidos e inférteis do estado do RS, onde se concentrava a quase totalidade da produção brasileira de soja.

3. Incentivos fiscais aos produtores de trigo durante os anos 50, 60 e 70, beneficiando igualmente o cultivo da soja, que utilizava, no verão, as mesmas áreas, máquinas e mão de obra do trigo cultivado no inverno.

4. Mercado internacional em alta, principalmente em meados dos anos 70, como conseqüência da frustração da colheita de grãos na ex-União Soviética e China, assim como da pesca de anchova no Peru, cujo farelo era amplamente utilizado como componente protéico na fabricação de rações para animais domésticos, forçando os fabricantes de rações a utilizar o farelo de soja a partir de então.

5. Substituição das gorduras animais (banha e manteiga) por óleos vegetais e margarinas, mais saudáveis ao consumo humano.

6. Estabelecimento de um importante parque industrial de processamento de soja, de desenvolvimento e produção de máquinas e implementos agrícolas, assim como, de produção de insumos nos anos 70 e 80..

7. Facilidades de mecanização da cultura.

8. Estabelecimento de um sistema cooperativista dinâmico e eficiente, que apoiou fortemente a produção, o processamento e a comercialização das colheitas.

9. Estabelecimento de uma bem articulada rede de pesquisa de soja, envolvendo os poderes públicos federal e estadual, apoiada financeiramente pela indústria privada e,

10. Melhorias nas estradas, nos portos e nas comunicações, facilitando e agilizando o transporte e as exportações.

O Brasil é o segundo país na produção e processamento mundial de soja, sendo também o segundo maior exportador de grãos, óleo e farelo de soja. Estima-se que a cadeia produtiva da soja reúna no País mais de 243 mil produtores, e um mercado de 1,4 milhões de empregos. Atualmente, 70% da produção de grãos, óleo e farelo de soja são exportados. Em Mato Grosso, a participação da soja na economia estadual é ainda maior: em 2011, o grão respondeu por 43% do Valor Bruto da Produção (VBP) estadual, sendo uma das principais forças motrizes do desenvolvimento mato-grossense.


* Deonisio Formentini, professor de História.


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

CIDADANIA - Ativ II

Atividades:

Leia o texto a seguir e responda as questões:

O tema cidadania aparece frequentemente na mídia, nos discursos 

de políticos e capitalistas, na fala de intelectuais e de pessoas comuns. Mas 

apesar de muito comentado, o termo é pouco compreendido por aqueles a 

quem deveria interessar mais, os indivíduos que integram o povo.

A rigor podemos definir cidadania como um complexo de direitos e 

deveres atribuídos aos indivíduos que integram uma Nação, complexo que 

abrange direitos políticos, sociais e civis.

Responda:

1- De acordo com o texto, qual é o conceito de cidadania?



2- Cite alguns direitos e deveres que você considera importantes na 

atualidade.




Coloque V ou F

a(    ) Os direitos de um cidadão são descritos nos documentos

 constitucionais que legislam determinado território. No caso específico 

do Brasil, esse documento é a Constituição da República Federativa do 

Brasil.

b(     ) A cidadania é o conjunto de direitos e deveres exercidos por um 

indivíduo que vive em sociedade, no que se refere ao seu poder e grau 

de intervenção no usufruto de seus espaços e na sua posição em poder 

nele intervir e transformá-lo.

c(      ) Cidadania nada mais é do que um conjunto de direitos e de deveres 

que devem ser seguidos pelas pessoas que vivem em sociedade. Ela 

assegura os direitos civis, políticos e sociais.

1- Leia os textos e assinale a alternativa correta:

TEXTO I

O que vemos no país é uma espécie de espraiamento e a manifestação 

da agressividade através da violência. Isso se desdobra de maneira 

evidente na criminalidade, que está presente em todos os redutos — seja 

nas áreas abandonadas pelo poder público, seja na política ou no 

futebol. O brasileiro não é mais violento do que outros povos, mas a 

fragilidade do exercício e do reconhecimento da cidadania e a ausência 

do Estado em vários territórios do país se impõem como um caldo de 

cultura no qual a agressividade e a violência fincam suas raízes.

Entrevista com Joel Birman. A Corrupção é um crime sem rosto. IstoÉ. Edição 2099; 

3 fev. 2010.


TEXTO II

Nenhuma sociedade pode sobreviver sem canalizar as pulsões e emoções 

do indivíduo, sem um controle muito específico de seu comportamento. 

Nenhum controle desse tipo é possível sem que as pessoas anteponham 

limitações umas às outras, e todas as limitações são convertidas, na pessoa 

a quem são impostas, em medo de um ou outro tipo. ELIAS, N. O Processo 

Civilizador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993.

Considerando-se a dinâmica do processo civilizador, tal como descrito no 

Texto II, o argumento do Texto I acerca da violência e agressividade na 

sociedade brasileira expressa a

a) incompatibilidade entre os modos democráticos de convívio social e a 

presença de aparatos de controle policial.

b) manutenção de práticas repressivas herdadas dos períodos ditatoriais 

sob a forma de leis e atos administrativos.

c) inabilidade das forças militares em conter a violência decorrente das ondas

 migratórias nas grandes cidades brasileiras.

d) dificuldade histórica da sociedade brasileira em institucionalizar formas de 

controle social compatíveis com valores democráticos.

e) incapacidade das instituições político-legislativas em formular mecanismos 

de controle social específicos à realidade social brasileira.



Gabarito:

a)V;

b)V;

c)V;

1-D;


* Deonisio Formentini, professor de História.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

O TEMPO

TEMPO!?

O Tempo é a duração de fatos. É a maneira como contabilizamos os momentos, seja 

em horas, dias, semanas, séculos, etc. No cotidiano, o uso da palavra é basicamente 

empregado para determinar a duração dos acontecimentos.

Tempo Histórico

 O tempo histórico são as referências históricas utilizadas para organizar os acontecimentos 

mais importantes e as grandes mudanças das sociedades e civilizações.

 É uma forma de contar o tempo a partir da ação dos seres humanos na Terra, pelas 

 experiências que um povo, nação ou toda humanidade passaram.

 O tempo histórico é marcado por grandes acontecimentos, como guerras, quedas de impérios, 

 grandes construções, grandes epidemias e mudanças de regimes.

 O tempo cronológico é o tempo dos relógios e dos calendários, esse tempo é medido em 

 frações exatas e constantes de tempo, começou a ser medido pelos fenômenos naturais 

 como a posição do sol e as fases da lua. Em seguida, o homem criou instrumentos para 

 controlar o tempo, como a ampulheta, o relógio e o calendário.

 

Tempo biológico

 O tempo biológico refere-se às fases da vida, como o nascimento, o desenvolvimento, 

  a reprodução e a morte. Esse tempo é diferente para a espécie humana e para outros animais.

 Enquanto o ser humano pode chegar a viver cerca de 100 anos, algumas espécies, como as 

moscas, vivem entre 15 e 30 dias. Isso significa que o ciclo de vida e morte de uma mosca 

respeita um tempo muito diferente do tempo de um ser humano.

Tempo geológico

 O tempo geológico é utilizado para descrever a cronologia da formação geológica da Terra e 

as suas mudanças desde que o planeta se formou.

 Acredita-se que a Terra exista há cerca de 4,6 bilhões de anos. Isso significa que toda a formação 

rochosa do planeta é resultado de milhões ou bilhões de anos de atividades na crosta terrestre.

 Assim, os limites de tempo utilizados como referência para a geologia são enormemente maiores 

que os dos homens, que surgiram na Terra há apenas cerca de 130 mil anos.

  Tempo na Física

 Na física moderna, o espaço e o tempo não são completamente diferentes. Ao contrário, estão 

profundamente ligados, criando-se a denominação "espaço-tempo" para demonstrar como são 

indissociáveis.

 A passagem do tempo pode ser percebida pelos humanos de forma bastante subjetiva. Enquanto 

se pode ter a impressão de que um ano passou rapidamente, algumas horas em um lugar monótono 

pode parecer uma eternidade.

 Apesar dessa sensação da passagem do tempo relativa ser causada por fatores psicológicos e 

neurológicos, fisicamente, o tempo também é considerado relativo. Ele varia conforme a velocidade 

e gravidade de quem observa determinado fenômeno.

 Por exemplo: o tempo passaria mais devagar para alguém em alta velocidade e em um ambiente 

de muita gravidade, se comparado com uma pessoa parada ou em baixa velocidade e em um 

lugar com menos gravidade.

 Na verdade, o tempo não passa mais devagar, ele se dilata. Esse fenômeno é chamado de dilatação 

temporal. A sensação de passagem do tempo seria a mesma para as duas pessoas, mas quando comparados, 

a diferença de tempo seria visível.

 Com base na percepção humana, a concepção comum de tempo é indicada por intervalos ou períodos de  

duração. Pode-se dizer que um acontecimento ocorre depois de outro acontecimento. O trabalho realizado 

pela humanidade para aumentar o conhecimento da natureza e das medições do tempo, através 

de trabalho destinado ao aperfeiçoamento de calendários e relógios, foi um importante motor das 

descobertas científicas.

 A cronologia permite datar os momentos em que ocorrem determinados acontecimentos. Trata-se de 

uma linha de tempo onde se pode representar graficamente os momentos históricos em pontos e os 

processos em segmentos.

 Especialistas afirmam que o “achar que o tempo passou rápido” na realidade tem a ver com a nossa 

percepção. Há coisas rotineiras que fazemos onde o tempo parece durar uma eternidade, enquanto outras

 mais agradáveis onde o tempo parece passar muito rápido. Mas quando voltamos atrás e relembramos 

esse momentos, parece que os momentos agradáveis foram mais longos.

 Também temos o tempo atmosférico que abarca todos os fenômenos (as condições meteorológicas) que

ocorrem na atmosfera  da Terra ou de outro planeta, num dado momento e num certo lugar. O tempo médio  

 (às variações meteorológicas ao longo das estações do ano) num período longo de tempo é conhecido   

como clima e é estudado e investigado pela climatologia.

Na Terra, os fenômenos meteorológicos regulares incluem o vento, os aguaceiros (da chuva), trovoada, 

a neve e o granizo, por exemplo. O tempo sofre alterações devido às diferenças da energia recebida do 

sol. Compete às estações meteorológicas medir/avaliar as diferentes variáveis locais do tempo, nomeadamente 

a temperatura, a umidade e a pressão atmosférica.

 Momento ou ocasião para que as coisas se realizem, o tempo está sempre relacionado à duração dos 

fatos. O significado de tempo pode ser verificado de acordo com algumas teorias, momentos ou estado.

Das muitas teorias, hipóteses, experimentos e observações sobre o tempo ficamos sempre em busca 

de uma resposta. Afinal, qual é o tempo? Aquele que você quer que volte, o que estamos vivendo ou 

aquele que está por vir. Bom seria se pudéssemos ter o controle sobre ele, controlar o tempo, viver 

melhor o nosso tempo.

A propósito, será que vai dar tempo…


Coloque V ou F:

1(      ) Muitos estudiosos de textos míticos e religiosos, como o romeno Mircea Eliade,

assinalam que há uma diferença crucial entre o modo como a tradição clássica,

greco-romana, e a tradição judaico-cristã veem o tempo humano. 

2(        ) O tempo é uma questão de fundamental importância para a existência do ser humano.

3(         ) O tempo cronológico é o que ocorre a partir das atividades humanas, desde o

nascimento até o falecimento do indivíduo, passando pelo crescimento e profissionalização.

4(        ) O tempo histórico é aquele que prioriza os acontecimentos que envolvem somente

os elementos da natureza, tais como furacões, ciclones e tsunamis.

5(        ) O tempo cronológico pode ser associado aos calendários.

6(       ) O calendário mais comum no Ocidente é determinado pelo nascimento de Jesus Cristo.

7(        ) Muitas vezes, contar um determinado acontecimento exige o uso de medidas de tempo

tais como século, ano, mês, dia e até mesmo a hora em que o fato ocorreu.



Gabarito:

1V - 2V - 3V - 4F - 5V - 6V - 7V - 

 

* Deonisio Formentini, professor de História.

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