HISTÓRIA, GEOGRAFIA, ENSINO RELIGIOSO, CULTURA e ATUALIDADES - (filmes, músicas e livros)

O SÍTIO DO PICAPAU AMARELO

MONTEIRO LOBATO - O SÍTIO DO PICA PAU AMARELO A história do Sítio do Picapau Amarelo teve início no ano de 1921, quando Monteiro  Lobato pub...

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

OS ARQUIPÉLAGOS

 ARQUIPÉLAGO

Um arquipélago é um conjunto de ilhas localizadas próximas 

umas das outras e que compartilham a mesma origem geológica. 

Os processos geológicos responsáveis pela formação de 

arquipélagos podem ser de origem vulcânica, continental e 

até mesmo coralíneos.

Os tipos de arquipélagos

Os arquipélagos de origem vulcânicas são aqueles resultantes 

das erupções que ocorrem no fundo dos oceanos, formando 

cadeias de montanhas. O arquipélago do Havaí é um exemplo 

dessas ilhas formadas como resultado da atividade vulcânica

 resultante de movimentação tectônica.

Os arquipélagos coralíneos, por sua vez, são formados por 

corais e por processos de calcificação. As estruturas coralíneas

 dão origem a pequenas ilhas, como as Ilhas do Mar de Coral, 

na costa da Austrália.

Por fim, também existem arquipélagos de origem continental, 

formados por fragmentos de continente descolados da massa 

continental devido à movimentação tectônica, como o 

arquipélago do Japão. Há, ainda, arquipélagos formados por

 ilhas ligadas à estrutura continental, como é o caso de Fernando 

de Noronha, na costa do Nordeste brasileiro.

Qual o maior arquipélago do mundo?

O Arquipélago Malaio é o maior do mundo. Com mais de 20 mil

 ilhas, abriga países inteiros, como a Indonésia e as Filipinas.

Exemplos de arquipélagos no mundo:

- Arquipélago de São Pedro e São Paulo (Oceano Atlântico, Brasil).

- Fernando de Noronha (Oceano Atlântico, Brasil).

- Arquipélago das Berlengas (Oceano Atlântico, Portugal)

- Arquipélago dos Açores (Oceano Atlântico, Portugal).

- Arquipélago dos Bijagós (Oceano Atlântico, Guiné Bissau).

- Arquipélago Havaiano (Oceano Pacífico, EUA).

- Arquipélago das Lusíadas (Sudeste da Nova Guiné).

- Arquipélago de Galápagos (Oceano Pacífico, Equador).

- Arquipélago dos Canarreos (Mar das Caraíbas, ao sul de Cuba).

- Arquipélago do Bailique (conjunto de oito ilhas localizadas no leste 

do Estado do Amapá, Brasil).

- Arquipélago das Marquesas (Polinésia Francesa, Oceano Pacífico).

- Arquipélago Japonês (Oceano Pacífico, Japão).




Bibliografia Indicada

- TERRA, Lygia e COELHO, Marcos de Amorim. Geografia Geral – O espaço natural

 e socioeconômico. São Paulo: Editora Moderna, 2016.

terça-feira, 23 de setembro de 2025

História do COMÉRCIO

O COMÉRCIO: 

O comércio é uma atividade humana presente em qualquer sociedade, tendo evoluído junto 

com as próprias civilizações. Contudo, a atividade comercial não existiu desde sempre – ela 

teve origem e atravessou mudanças até chegar ao que conhecemos hoje.

 As primeiras formas de comércio remontam a milhares de anos atrás, quando as sociedades 

primitivas estabeleciam trocas de bens e serviços com base em suas necessidades e 

habilidades específicas. Essas trocas eram frequentemente realizadas por meio de sistemas 

de escambo, nos quais as pessoas negociavam diretamente umas com as outras, utilizando 

os recursos disponíveis em suas comunidades.Peles de animais, peixes, carnes, lentilhas, cereais 

e frutas estavam entre os produtos usados na época.

 Com a Revolução Agrícola, os seres humanos não tinham mais necessidade de migrar com tanta 

frequência. Com o tempo, especialmente em determinadas épocas do ano, a produção agrícola – e 

posteriormente de produtos animais, com a pecuária – por vezes começava a superar o que a 

própria aldeia precisava consumir. Nesse ponto, surgiram as primeiras relações “comerciais” 

entre aldeias e tribos, trocando esses excedentes. Surgia o comércio.

A antiguidade ainda viu aparecerem os primeiros “caixeiros viajantes” – comerciantes e aldeões 

que atravessavam longas distâncias para trocar um produto específico por outro.

As moedas como as conhecemos atualmente, com peso e tamanho exatos e cunhadas, passaram 

a ser produzidas somente por volta de 2600 anos atrás, embora algumas civilizações antes 

disso utilizassem bens mais valiosos como forma de troca “portátil”.

Mas o comércio como o conhecemos surgiu por interferência de um povo da antiguidade – o 

 povo fenício, que viveu na região do atual Líbano, no Oriente Médio, e que foi responsável 

pelo comércio entre vários povos ao longo do Mar Mediterrâneo. Os fenícios ocupavam uma 

área onde a agricultura não gerava grandes frutos. Contudo, tinham acesso a materiais que 

dificilmente podiam ser encontrados em outras áreas do Mediterrâneo. Exímios navegadores, os 

fenícios estabeleceram “missões” ou portos comerciais em diversos pontos do mar, e efetuavam 

comércio e o escambo entre civilizações. As técnicas dos fenícios eram tão sofisticadas que 

eles, já um milênio antes de Cristo, realizavam operações comerciais para terceiros – ou seja, 

levavam produtos de uma civilização para outra, auferindo parte dos resultados da troca.

 A vocação comercial dos fenícios os levou a desenvolver embarcações que modificariam 

a história e uma das primeiras línguas e alfabetos simplificados. Números e mensagens 

fenícias podiam ser aprendidas com facilidade por comerciantes de outros povos.

Além dos fenícios, outros que também se destacaram na Antiguidade e realizaram trocas 

comerciais foram os chineses. Um dos seus produtos que mais chamava a atenção de outros 

povos era a seda.

Os chineses foram os primeiros a desenvolver grandes rotas comerciais por terra. A famosa 

Rota da Seda seria utilizada por toda a antiguidade, até quase a época das grandes 

navegações. Muito antes de portugueses e espanhóis se tornarem os grandes comerciantes 

do mundo, chineses vendiam seda e outros produtos para toda a Europa, Oriente Médio e África.

Com o desenvolvimento das civilizações, o comércio expandiu-se além das trocas diretas 

entre indivíduos e começou a acontecer em espaços específicos, como feiras e mercados. Esses 

locais se tornaram pontos de encontro para comerciantes de diferentes regiões, onde produtos 

variados eram expostos e negociados. Feiras famosas, como as da Idade Média na Europa e 

as da Rota da Seda na Ásia, tornaram-se centros de comércio e intercâmbio cultural.

 O comércio tomou um grande impulso no século XV com as chamadas expedições para o novo 

mundo, onde os povos colonizadores viajavam atrás de riquezas e especiarias para negociarem. As 

lojas começaram a ganhar formatos parecidos com os atuais por volta de 200 anos atrás. Até 

essa época, os comércios se caracterizavam por serem pequenos empreendimentos (padarias, 

armazéns, lojas), tudo muito simples e rústico.

Com o surgimento da moeda é que o comércio, propriamente dito, surgiu e começou a se 

desenvolver, chegando ao que temos nos dias atuais.

Hoje em dia, com o desenvolvimento do comércio e da tecnologia, existem diversas formas 

de moeda: o dinheiro (papel moeda), cartão de crédito, cartão de débito, cheques e cada país 

desenvolveu a sua própria moeda, além de termos a moeda norte americana (o dólar), que é 

usada para a maioria das negociações existentes.

O comércio passou por uma grande expansão, tanto que hoje temos os grandes magazines, os 

shopping centers e a venda pela internet, formas de comércio que não eram imaginadas 

há 100 anos.

O comércio permitiu e colaborou com o desenvolvimento da sociedade, ajudando no 

desenvolvimento de tecnologias, criação de ferrovias, estradas, portos, pontes e etc. Hoje 

em dia, o comércio tem diversas maneiras de vender os produtos: na própria loja, delivery, 

à distância, pela internet e etc. Nos dias atuais, os comerciantes procuram proporcionar 

aos clientes o maior conforto possível para que eles façam as suas compras. 

Assinale a alternativa correta:

1. A primeira forma de comércio usada pelos grupos de pessoas foi

a) a compra de alimentos.

b) o sistema de trocas.

c) a compra de sapatos.

d) o sistema de vendas.


2. O primeiro produto a ser usado como moedas foi

a) sementes de girassóis.

b) conchas naturais.

c) sementes de trigo.

d) cestos de madeira.


3. Por que com o tempo as trocas comerciais deixaram de ser diretas?

a) Por causa do surgimento da moeda.

b) Porque as pessoas passaram a não permitir.

c) Porque a realização de troca comercial era muito fácil.

d) Porque os produtos deixaram de existir.


Coloque V ou F

4(   ) O sistema de troca surgiu há mais de 9.000 anos.

5(   ) O sistema de trocas surgiu depois do aperfeiçoamento das técnicas agrícolas.

6(   ) A produção de alimentos caiu depois que os grupos começaram a estabelecer valores nos 

alimentos.

7(   ) Os grupos familiares utilizavam as próprias mercadorias como moedas.

8(  ) A antiguidade ainda viu aparecerem os primeiros “caixeiros viajantes” – comerciantes e 

aldeões que atravessavam longas distâncias para trocar um produto específico por outro.

9(  ) O comércio como o conhecemos surgiu por interferência de um povo da antiguidade – o povo 

fenício, que viveu na região do atual Líbano, no Oriente Médio.

Complete:

10.Com o surgimento da …………….. é que o comércio, propriamente dito, surgiu 

e começou a se desenvolver, chegando ao que temos nos dias atuais.



Gabarito:

1B - 2C - 3A - 4F - 5V- 6F - 7V - 8V - 9V;

10- moeda.


* Deonisio Formentini, professor de História.

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

O BRONZE

BRONZE

O bronze não é um elemento químico, como pensam algumas pessoas. 

Trata-se de uma combinação de ligas metálicas que podem ser formadas 

pelo cobre em conjunto com outros metais.

A combinação mais comum para formar o bronze é pelo cobre com o 

estanho. No entanto, também pode ser feita por alumínio, chumbo, fósforo 

e etc. Por ser obtido a partir de uma ligação, é considerado impuro. Por 

esse motivo, ele não está na tabela periódica e não tem fórmula química fixa. 

Descoberta 

Há cerca de três mil anos, ferreiros misturaram cobre com estanho e, com 

isso, conseguiram obter um material mais volumoso. Desde então, o bronze

 vem sendo usado para a confecção de armas e ferramentas. Acredita-se que

 essa é uma das ligas metálicas mais antigas do mundo. 

Na época do seu descobrimento, o cobre estava sendo muito procurado, o

 que fez com que ferreiros criassem a mistura que originou o novo material. 

Nesse contexto, essa liga metálica passou a ser amplamente usada entre os

 anos de 4000 a 1500 a.C, no período histórico que ficou conhecido como 

Idade do Bronze. Assim, civilizações antigas como a do Egito, da Grécia e 

da Babilônia foram as mais beneficiadas com esse material. 

Nos primórdios da descoberta, o bronze foi utilizado para confeccionar 

além de armas, como espadas e lanças, capacetes, sinos de igrejas, jóias, 

estátuas e máscaras. 

Idade do bronze

Esse período refere-se ao tempo da História em que as sociedades da 

Pré-História evoluíram em relação à Idade da Pedra, em que os artefatos

 eram feitos de pedra esculpida, mas não tinham a produção do ferro, o que

 só veio acontecer posteriormente. 

Um fato curioso é que as civilizações que viviam fora da Europa, do norte da

 África e da Ásia não tiveram a Idade do Bronze, ao contrário da Mesopotâmia

 (atual Iraque), do Egito e Vale do rio Indo (onde hoje fica o Paquistão). 

Na Grã-Bretanha esse período desenvolveu-se por volta de 1900 a.C. 

Nesse período, apenas as pessoas com boas condições financeiras podiam

 comprar o bronze, pelo seu alto valor na época. Com o passar do tempo, 

tornou-se comum o uso de metais por metalúrgicos, artesãos e fazendeiros, por exemplo. 

Contudo, esse período findou-se quando os homens aprenderam a usar o

 ferro em suas produções, o que deu início à Idade do Ferro.

Características do bronze

Uma das principais características é a sonoridade acústica, que gera ondas 

sonoras com um som diferente. Devido a isso, esse material torna-se favorável 

para a fabricação de instrumentos musicais. 

Cor: o bronze possui cor acastanhada (alaranjada) e, quando polido, obtém 

a cor do amarelo ouro.

Composição química: varia conforme os elementos presentes na sua combinação. 


Exemplos de composições mais comuns encontradas no bronze: 

Cobre + Estanho + Zinco (Cu + Sn + Zn): essa composição tem 2% de zinco. Após 

tratamento térmico adquire resistência elevada. Por isso, sua aplicação está na fabricação 

de válvulas, parafusos e porcas. 

Cobre + Estanho + Manganês (Cu + Sn + Mn): 15% de manganês. É usado na indústria 

química e para fabricação de equipamentos utilizados no tratamento de água.

Para que serve?

As características do bronze possibilitam que esse material tenha diversas 

utilidades. Por ser resistente à corrosão, maleável e bom condutor de 

eletricidade, essa liga metálica é usada em setores como indústria, artes e saúde. 

Indústria: Usa-se para a fabricação de ferramentas e equipamentos de usinas; 

parafusos; conexões hidráulicas; aparelhos elétricos; revestimento de motores e engrenagens. 

Artes: Usa-se para criações de instrumentos musicais, estátuas, objetos de decoração e sinos.

Arquitetura: Usa-se na parte elétrica da construção, estando presente em componentes 

de interruptores, tomadas e chaves de contatos.

Mecânica: Usa-se em molas condutoras, varetas de soldagem, chapas, barras e 

tubos flexíveis. 

Diferença entre cobre, bronze e latão

É comum a confusão entre o cobre, bronze e latão porque todos são metais 

e aparentemente semelhantes. No entanto, a diferença entre eles está na 

composição de suas ligas metálicas, o que também interfere nos respectivos

 valores e usos no dia a dia. 

O cobre é o elemento essencial para a formação do bronze e do latão. Ele

é um condutor de eletricidade, cuja maleabilidade permite que seja esticado 

sem se romper. 

O bronze, como explicado no tópico anterior, é a combinação do cobre 

mais algum outro elemento, normalmente o estanho. É muito usado em 

medalhas, estátuas, parafusos e outros materiais.

Já o latão tem na sua composição 70% de cobre e 30% de zinco. Por ser

 mais leve e mais barato, é usado para a fabricação de moedas, instrumentos 

médicos, bijuterias e torneiras, por exemplo.


*Deonisio Formentini, professor;

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