HISTÓRIA, GEOGRAFIA, ENSINO RELIGIOSO, CULTURA e ATUALIDADES - (filmes, músicas e livros)

O SÍTIO DO PICAPAU AMARELO

MONTEIRO LOBATO - O SÍTIO DO PICA PAU AMARELO A história do Sítio do Picapau Amarelo teve início no ano de 1921, quando Monteiro  Lobato pub...

domingo, 18 de janeiro de 2026

O SURGIMENTO DO FOGO

O FOGO...

 O fogo é a evidência de uma reação de combustão entre combustível, comburente e fonte de ignição.

A chama é a parte visível da reação química, em um sistema que se mantém com liberação de luz e calor.

O fogo foi a primeira energia produzida e controlada pelo homem. Através dessa descoberta, foi possível a habitação em regiões mais frias, o desenvolvimento da culinária e mudanças de hábitos, rumo à criação da civilização.

A história do fogo

Faz parte do Paleolítico, período compreendido entre de 4,4 milhões de anos até 8000 a.C., o domínio do fogo pelo homem. A partir do momento que o homem conseguiu utilizar a descoberta a seu favor, o fogo tornou-se um alicerce para as civilizações.

Vale lembrar que antes disso, o homem já tinha observado o fogo em decorrência de fenômenos naturais, como raios, que provocam incêndios, e erupções de vulcões.

O homo erectus foi o primeiro ancestral do ser humano a dominar o fogo, utilizando pedras e madeira. Através do atrito entre duas pedras, a faísca liberada servia como fonte de ignição para iniciar a chama.

Com o surgimento do fogo, os povos aprenderam a utilizá-lo para se aquecer, cozinhar alimentos, espantar animais ferozes e iluminar ambientes durante a noite. Como consequência também, a fabricação de ferramentas de ferro foi possível com o desenvolvimento da metalurgia, técnica descoberta com a moldagem do metal no fogo.

Para os gregos, existia o mito de que o fogo foi roubado dos deuses por Prometeu e entregue aos homens. O filósofo grego Empédocles utilizou o fogo para tentar explicar a composição da matéria, juntamente com o ar, a água e a terra. Para Aristóteles, o fogo poderia ser distinguido dos demais elementos pelas suas propriedades, quente e seco.

Fogo e as pinturas rupestres

Não existem representações de fogo em pinturas rupestres descobertas que se tenha notícia. A grande maioria das pinturas representam animais altos e largos como bisontes, cavalos, auroques e cervos, e acredita-se que eram feitas sob uma ótica espiritual, numa tentativa de caçadores de “sumonar” a caça e se conectar com ela através de magia. Outros temas incluem traços de mãos humanas e padrões abstratos de pintura, mas nada de fogo. Isso não quer dizer, no entanto, que a relação dos primeiros humanos e seus ancestrais com o fogo não tenha tido influência na criação das pinturas rupestres.

Um dos principais pigmentos utilizados para a criação de pinturas nas paredes cavernosas eram resquícios de carvão parcialmente queimado utilizado nas fogueiras, conhecido como negro de fumo, e também restos de ossos queimados, material conhecido como negro animal. Não é preciso ressaltar, portanto, que a interação com o fogo pelos primeiros humanos foi fundamental para viabilizar grande parte das pinturas rupestres hoje conhecidas pelo mundo.

A hipótese é de que, sob luzes trêmulas e fracas de uma chama, a ilusão de ótica mostraria que o cervo pintado está em movimento. Quando a famosa caverna de Lascaux, na França, foi descoberta em 1940, mais de 100 pequenas lamparinas de pedra antigas, que costumavam queimar a gordura dos restos de caça de animais, foram encontradas.

O Fósforo

Até ao início do século XIX, sempre que havia a necessidade de acender um fogo, era preciso ateá-lo friccionando duas pedras ou transportando-o de um outro local onde já estivesse em combustão. Um alemão chamado Henning Brandt, que descobriu acidentalmente, em 1669, o elemento químico batizado de fósforo (do grego phos, luz, mais phoros, transportador).  A descoberta chegou ao conhecimento do físico inglês Robert Boyle (1627-1691), que criou, 11 anos mais tarde, uma folha de papel áspero com a presença de fósforo, acompanhada de uma varinha com enxofre. 

Quase vinte anos depois, o sueco John Edvard Lundström decidiu separar os ingredientes inflamáveis do palito de fósforo, deixando uma parte na cabeça do palito e a outra na caixa. Isso evitou que o fogo surgisse de repente! 

Foi apenas um século depois, em 1826, que os palitos de fósforo, então com 8 centímetros de comprimento, começaram a se popularizar.  Era o surgimento dos fósforos de segurança, que deram origem aos modelos que usamos hoje. A partir de 7 de abril de 1827 começaram a ser comercializados os palitos de fósforos.

Foi nos Estados Unidos que Alonzo D. Phillips de Springfield obteve, em 1836, uma patente para "fabricar fósforos de fricção" e os chamou "locofocos". Mas o perigo ainda era grande e só foi resolvido após a descoberta do fósforo vermelho, em 1845.

No Brasil, o comerciante curitibano Olivo Carnascialli fundou, em 1913, a Cia. Fabril Paranaense com a finalidade de explorar a indústria do palito de fósforo, sendo desta forma um dos precursores dessa indústria no país. Mais de 500 bilhões de fósforos são usados a cada ano. Atualmente os palitos de fósforo não possuem fósforo, possuindo apenas enxofre, oxidantes e cola. O fósforo está contido na parte de fora da caixa, junto com trissulfeto de antimônio II e dextrina, deixando o palito mais seguro e fazendo o acender apenas na presença da caixa.

O fósforo, apesar de continuar a ser utilizado em grande escala em todo mundo, perdeu alguma da sua popularidade desde que surgiu o isqueiro.



Coloque V ou F

1 (     ) No período denominado como neolítico dá-se a descoberta e o controle do fogo, uma das maiores conquistas desse período, que permitiu aos seres humanos a fundição dos metais.

2 (    ) Uma das mais importantes descobertas foi o fogo. Com esse poderoso instrumento, os homens pré-históricos alcançaram melhores condições de sobrevivência mediante as severas condições climáticas.

3 (       ) A descoberta do fogo é considerada um dos principais avanços da humanidade, os homens paleolíticos passaram a assar a carne e a cozinhar vegetais, se reuniam, descansavam e se protegiam do frio e dos ataques de animais ferozes.

4 (        ) Até ao início do século XIX, sempre que havia a necessidade de acender um fogo, era preciso ateá-lo friccionando duas pedras.

5 (         ) No Brasil, o comerciante curitibano Olivo Carnascialli fundou, em 1913, a Cia. Fabril Paranaense com a finalidade de explorar a indústria do palito de fósforo.



Gabarito:

1F  - 2V - 3V - 4V - 5V 


* Deonisio Formentini, professor de História.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

A POPULAÇÃO IDOSA RURAL NO BRASIL

 OS IDOSOS NO BRASIL RURAL:

A industrialização e a urbanização tiveram amplos significados sociais e 

econômicos no território brasileiro, impulsionando a emigração do campo 

para a cidade a partir dos anos 1940 e 1950. Esse movimento, chamado de 

êxodo rural, foi bastante expressivo.

Até os anos 1980, os egressos do campo se direcionavam para as grandes 

cidades brasileiras, muitas vezes localizadas em outras regiões do país, conforme

 os tradicionais fluxos da região Nordeste para a Sudeste. Atualmente, o êxodo

 rural persiste no Brasil com menor intensidade e se orienta sobretudo para as 

cidades médias localizadas na mesma região.

A estrutura etária da população do campo brasileiro revela o impacto do êxodo

 rural na quantidade de jovens e adultos que ainda estão no campo. Juntamente 

com o processo de queda da taxa de fecundidade e a intensificação da emigração 

de mulheres, resulta no envelhecimento da população do campo.

Esse processo de envelhecimento da população do campo permite reflexões sobre 

as condições de vida e o papel social do idoso nas áreas rurais. Na faixa etária de

 65 anos ou mais, os desafios da população no campo se intensificam.

Um dos aspectos que alimenta a permanência de pessoas idosas no campo é sua 

contribuição no orçamento familiar. Para isso contribuem as políticas públicas 

que buscam garantir a aposentadoria rural ou o Benefício de Prestação Continuada, 

que corresponde ao valor de um salário mínimo

Para a população pobre do campo, a garantia dessa renda pode significar o sustento 

dos membros da família em épocas estiagem, por exemplo. O amparo dos filhos 

pelos idosos é, portanto, fundamental para a permanência destes no campo.

Além do envelhecimento, a população do campo vem passando pelo processo 

de masculinização, em que a proporção de homens tem superado a de mulheres. As 

mulheres encontram menos oportunidades de trabalho no campo por motivos 

variados, como o fato de se privilegiar a contratação de homens nas atividades agrícolas.

Atividades:

1- Que fatores levaram ao êxodo rural ocorrido no Brasil?



2- Que fatos têm contribuído para o envelhecimento da população do campo?



3- Esse processo de ………………………. da população do campo permite reflexões 

sobre as condições de vida e o papel social do idoso nas …………………….

4- Um dos aspectos que alimenta a permanência de pessoas idosas no campo é 

sua contribuição no ………………………………...

5- Por que a população do campo vem passando pelo processo de masculinização?




Gabarito:

1- a industrialização e a urbanização tiveram amplos significados sociais e econômicos no 

território brasileiro;

2- êxodo rural na quantidade de jovens e adultos que ainda estão no campo. Juntamente com 

o processo de queda da taxa de fecundidade e a intensificação da emigração de mulheres,

3- envelhecimento - áreas rurais;

4- orçamento familiar;

5- As mulheres encontram menos oportunidades de trabalho no campo por motivos variados, como 

o fato de se privilegiar a contratação de homens nas atividades agrícolas;

 

* Deonisio Formentini, professor de História. 

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