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O SÍTIO DO PICAPAU AMARELO

MONTEIRO LOBATO - O SÍTIO DO PICA PAU AMARELO A história do Sítio do Picapau Amarelo teve início no ano de 1921, quando Monteiro  Lobato pub...

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

O PAMPA GAÚCHO

 PAMPA DO SUL DO BRASIL
Também conhecido como Campos do Sul ou Campos Sulinos, o Bioma 
Pampa ocupa uma área de 176,5 mil Km² (cerca de 2% do território 
nacional) e é constituído principalmente por vegetação campestre 
(gramíneas, herbáceas e algumas árvores).
No Brasil, o Pampa está restrito ao estado do Rio Grande do Sul, 
ocupando 63% do território gaúcho e também porções dos territórios 
da Argentina e Uruguai.
Os Campos da Região Sul do Brasil são denominados como “pampa”, 
termo de origem indígena para “região plana”. Outros tipos conhecidos
 como campos do alto da serra são encontrados em áreas de transição
 com o domínio de araucárias. Em outras áreas encontram-se, ainda, 
campos de fisionomia semelhantes à savana.
Os campos, em geral, parecem ser formações edáficas (do próprio solo) 
e não climáticas. A pressão do pastoreio e os incêndios não permitem 
o estabelecimento da vegetação arbustiva, como se verifica em vários 
trechos da área de distribuição dos Campos do Sul.
Características dos Pampas
O clima do Pampa é subtropical com as quatro estações do ano bem 
definidas e sua vegetação é marcada pela presença de gramíneas, plantas 
rasteiras, arbustos e árvores de pequeno porte.
Vegetação do Pampa
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a vegetação do Bioma Pampa 
pode ser dividida em:
Estepe
Savana Estépica
Floresta Estacional Semidecídua
Floresta Estacional Decidual
Formações Pioneiras
Floresta Estacional
Relevo do Pampa
Além disso, o Bioma Pampa é formado por quatro conjuntos que caracterizam 
seu relevo:
Planalto da Campanha
Depressão Central
Planalto Sul-Rio-Grandense
Planície Costeira.
Em sua maior parte, destaca-se o relevo de planícies, constituído de 
grandes áreas de pastagens que se desenvolvem grandes rebanhos.
Assim, a principal atividade econômica do local é a pecuária extensiva 
com destaque para a criação de bois e ovelhas. Já as principais produções
 agrícolas da região são: soja , arroz, milho, trigo e uva.
Fauna e Flora do Pampa
A fauna do bioma Pampa é muito rica e diversa, caracterizada por uma 
grande variedade de aves, mamíferos, artrópodes, répteis e anfíbios.
Ademais, pesquisas indicam que a flora do Pampa apresenta 
aproximadamente 3000 espécies de plantas, algumas delas: louro-pardo, 
cedro, cabreúva, canjerana, guajuvira, guatambu, grápia, 
campim-forquilha, grama-tapete, flechilhas, canafístula, brabas-de-bode, 
pau-de-leite, unha-de-gato, bracatinga, cabelos de-porco, angico-vermelho, 
caroba, babosa-do-campo, amendoim-nativo, trevo-nativo, cactáceas,
 timbaúva, araucárias, algarrobo, nhandavaí, palmeira anã.
Importância e conservação do Pampa
O Pampa é um bioma que contém grande biodiversidade, apresentando 
inclusive inúmeras espécies endêmicas, sendo assim importante fonte 
de recursos genéticos. Além disso, essa biodiversidade é responsável
 por inúmeros serviços ecossistêmicos, como:
-estocagem de carbono
-purificação das águas 
-controle de pragas agrícolas
-controle da erosão do solo
-reposição de sua fertilidade
É importante destacar que grande parte do aquífero Guarani encontra-se 
no Pampa.
Embora apresente grande importância para todos os seres vivos, biomas 
como o Pampa são os mais ameaçados e menos protegidos do planeta. Isso 
se deve ao fato de serem os biomas que apresentam características que 
lhes conferem uma boa produtividade e favorecem a ocupação humana.O Pampa tem sido alterado, transformando-se em áreas de lavoura e pastagem.No Brasil, grande parte do Pampa foi alterado, sendo substituído por lavouras 
de milho, soja, arroz, trigo, além de monoculturas de Pinus sp.
pecuária extensiva. Estima-se que, em 2008, restavam apenas 36% 
da sua vegetação nativa. Muitas áreas já foram afetadas de tal modo 
que não podem mais ser utilizadas, pois apresentam baixa
 produtividade, devido ao manejo insustentável, ou estão degradadas, 
devido ao sobrepastoreio.
Além disso, estudos mostram que as mudanças climáticas podem 
afetar gravemente esse bioma,  desencadeando, por exemplo, a 
perda de habitat de muitas espécies. A perda de biodiversidade 
compromete os serviços ambientais prestados por essa vegetação. 
Apenas 453 km² do Pampa encontram-se protegidos em Unidades 
de Conservação de Proteção Integral, isso corresponde a menos 
de 0,5% de toda a sua extensão. Políticas de preservação eficazes 
são essenciais para esse bioma tão diverso e tão importante.



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