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quinta-feira, 7 de novembro de 2024

HISTÓRIA DA ESCRAVIDÃO NO MUNDO

ESCRAVIDÃO NO MUNDO: DA ANTIGUIDADE

 AOS NOSSO DIAS

Relação de trabalho que existe desde os períodos mais remotos, a escravidão assumiu 

formas e objetivos diferentes ao longo do tempo em diferentes regiões do mundo.

 Na Antiguidade, os laços de parentesco eram muito valorizados e determinavam a 

posição social e os ofícios de família das pessoas. Nessas sociedades tinha uma 

nobreza, que se dizia nascida na terra, que não executava trabalhos manuais e que 

dispunha de muitos trabalhadores livres e escravos para a execução de trabalhos 

braçais. Geralmente, os trabalhadores livres eram descendentes dos povos dominados 

pacificamente em um determinado território, enquanto os escravos eram estrangeiros 

capturados em guerra. O trabalho escravo foi uma prática estabelecida, com algumas 

diferenças, na Babilônia, na Assíria, no Egito, na Grécia e no Império Romano, entre 

os outros povos que habitaram na antiguidade.

 Na época da expansão marítima, no século XV, os europeus conheceram a escravidão 

praticada nos territórios árabes e no continente africano. Os europeus, a partir dessa 

modalidade escravista, desenvolveram um comércio sem precedentes. Apoiaram-se na

 ideia de que a América, a África e mesmo algumas regiões da Ásia eram um deserto 

cultural e religioso, que deveriam ser “civilizadas” pelos europeus. 

 Na América espanhola e portuguesa, a escravidão indígena foi largamente utilizada, 

dizimando, em muitos lugares, a sua população. Já a escravidão africana foi responsável 

pelo tráfico de mais de 11 milhões de pessoas para o continente americano, sendo uma 

grande parte desses africanos, foram trazidos para o Brasil. Inicialmente, os escravizados 

foram explorados nas lavouras e na mineração. com o crescimento das cidades coloniais, 

os ofícios ganharam novos contornos especializados e, com isso, foram desenvolvendo 

os mais diversos tipos de trabalho.

 Com a Revolução Industrial, a partir do século XVIII, as relações de trabalho sofreram 

grandes transformações e originaram uma nova categoria de trabalhadores: os assalariados. 

Sem possuírem terras, fábricas, máquinas ou outros instrumentos, vendiam sua força de 

trabalho e seu tempo em troca de um salário.

 Após as lutas operárias dos séculos XIX e XX, a remuneração digna e justa é a única 

relação de trabalho aceita pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) e qualquer 

situação que fuja a esses parâmetros é considerada ilegal. 

 Uma das formas de exploração criminosa do trabalho é aquela análoga à escravidão. Ela 

é caracterizada pela exploração degradante de pessoas em condição de vulnerabilidade 

social e seu objetivo imediato é a maximização dos lucros de quem a explora.

 No Brasil muitos trabalhadores foram resgatados de trabalho análogo a escravidão nos 

últimos anos. Geralmente são homens, com idade entre 18 a 44 anos, vindos principalmente 

dos estados do Maranhão, Bahia, Pará, entre outros, para trabalharem geralmente em 

trabalhos agrícolas ou domésticos.



 * Deonisio Formentini, professor de História.

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