DESIGUALDADE SOCIAL E ECONÔMICA NO BRASIL
Milhões de pessoas migraram para o Brasil desde a chegada dos colonizadores portugueses no século XVI. Muitos, como os europeus, vieram por vontade própria, embora estivessem fugindo da falta de oportunidades e das más condições de vida em seus países. Outros, como os africanos, vieram forçados, sendo obrigados a trabalhar como escravizados. Todos os povos que migraram (ou que já viviam aqui, como os indígenas) contribuíram com seu trabalho e sua cultura para a construção do Brasil como o conhecemos hoje.
No entanto, os anos de escravidão dos africanos e de negligência às causas e necessidades indígenas criaram um cenário de grande exclusão social e de disparidade na distribuição de renda no país.
O longo combate às desigualdades raciais
Construir pontes que aproximem as realidades de brancos e negros no Brasil é um desafio monumental de engenharia social e econômica. Nas últimas duas décadas, políticas públicas de natureza diversa, adotadas em diferentes níveis de governo, têm sido capazes de impulsionar a construção das bases da igualdade. Indicadores socioeconômicos de toda ordem mostram uma melhoria nas condições de vida da população negra, bem como no acesso a serviços e direitos. Nesse período, homens e mulheres negras viram sua renda, expectativa de vida e acesso à educação - para citar apenas os componentes do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) - avançarem de forma mais acelerada do que as da população branca.
Entretanto, ainda não é possível vislumbrar a superação do abismo racial. Os dados disponíveis indicam um caminho: é preciso apostar em políticas de ação afirmativa de forma consistente.
A criação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em nível federal, a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e os resultados encorajadores já revelados por algumas ações indicam um rumo positivo nas políticas públicas dos últimos anos. Embora persistam os debates acerca da constitucionalidade das ações afirmativas - especialmente nas cotas para ingresso em universidades e no serviço público -, muitos avaliam que a agenda está consolidada.
Responda:
1-Por que há desigualdade social e econômica no Brasil?
2-As atitudes individuais não são suficientes para resolver o problema da desigualdade no Brasil. O que, então, pode ser feito?
Gabarito:
1-Os anos de escravidão dos africanos e de negligência às causas e necessidades indígenas criaram um cenário de grande exclusão social e de disparidade na distribuição de renda no país.
2-Políticas públicas de natureza diversa, adotadas em diferentes níveis de governo, têm sido capazes de impulsionar a construção das bases da igualdade.
* Deonisio Formentini, professor de História.
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