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O SÍTIO DO PICAPAU AMARELO

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

O BARÃO DE MAUÁ

Barão de Mauá e a industrialização no Império Brasileiro

O surto de industrialização verificado durante o Segundo Reinado teve como 

um de seus principais personagens Irineu Evangelista de Sousa (1813-1889), 

o Barão de Mauá. Natural do Rio Grande do Sul, o Barão de Mauá decidiu 

investir capital na economia brasileira após uma viagem realizada à 

Inglaterra na década de 1840, onde se fascinou pelo desenvolvimento 

industrial e também social proporcionado pelo

capitalismo inglês.

Barão de Mauá teve uma atividade econômica que se assemelhava a dos 

empresários capitalistas modernos da Europa e dos EUA, em decorrência 

principalmente das diversas atividades em que investiu. As condições 

criadas pela Tarifa Alves Branco (1844), com a criação de impostos sobre 

produtos importados, auxiliaram em seus negócios. Fundando inicialmente 

seu primeiro grande negócio com um estaleiro de construções navais, as 

ações de Mauá ganharam maior vulto quando, em sociedade com ingleses 

e portugueses, fundou os bancos Mauá, MacGregor & Cia. e a Casa Mauá & Cia, 

que chegaram a ter filiais em Londres, Paris, Nova Iorque, Montevidéu, 

Buenos Aires e diversas outras cidades.

O controle do capital financeiro permitiu a Mauá investir nas áreas de estaleiros 

navais, velas, curtumes, fundição de ferro e bronze, caldeiraria, serralheria, 

mecânica e também na área de comunicação, como na constituição de empresas 

de transportes navais, construção de ferrovias e infraestrutura de 

comunicação internacional.

Em 1852, o Barão ganhou a concessão para a construção da ferrovia Mauá, 

que ligaria Petrópolis ao Vale do Paraíba fluminense. Em 1854, foi inaugurado

 o trecho que ficou conhecido como ferrovia Rio-Petrópolis, a primeira do 

país. A modernização dos meios de transporte nessa segunda metade do século 

XIX tinha por objetivo facilitar o escoamento da produção de café, ligando os 

pontos produtores aos portos escoadores.

Ainda na área de comunicação, os investimentos do Barão de Mauá tornaram 

possível a ligação telegráfica entre o Brasil e a Europa através de um cabo

 submarino que atravessava o Oceano Atlântico, que foi instalado em 1874.

 

* Deonisio Formentini, professor de História. 

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