O livro didático passou a ser utilizado com mais frequência no Brasil na segunda metade da
década de 60, com a assinatura do acordo MEC-USAID em 1966, época em que são editados
em grande quantidade para atender a demanda de um novo contexto escolar em surgimento e
aperfeiçoamento. Em 1985, criou-se o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que vem
ao longo dos anos se aperfeiçoando para atingir seu principal objetivo: educação de qualidade
para todos.
O livro didático é um valioso recurso para o acesso à cultura e o desenvolvimento da Educação.
No cenário educacional brasileiro, o livro didático é importante instrumento de apoio ao trabalho
do Professor e referência na formação dos mais de 50 milhões de crianças e adolescentes
matriculados em Escolas públicas e privadas. O Brasil tem um dos programas mais avançados
de aquisição de livros Escolares, que assegura a distribuição gratuita de milhões de exemplares
à rede pública de Ensino.
Ainda que com maior ou menor frequência o uso do livro didático é uma ferramenta
influente na prática de ensino nas escolas e, na companhia de elementos auxiliares como
jornais e revistas, é um elemento estruturador do conhecimento. Relevando-se ainda,
quanto a isso, os aspectos positivos e negativos do uso livro didático, que vem, de certa
forma trazer algumas respostas que giram em torno da questão de que no livro há tanto
pontos positivos, pois serve como elemento norteador do ensino, ao mesmo tempo em
que apresenta elementos negativos, como quando se torna o único instrumento utilizado
pelo professor, pois este não dá conta das especificidades, heterogeneidade e
peculiaridades de cada turma. Esse importante instrumento de trabalho tem feito parte
da cultura e da memória visual de muitas gerações e, mesmo com transformações impostas
pela sociedade, ele continua imprimindo sua marca significativa para a criança, tendo como
função atuar como mediador na construção de conhecimentos.
Com efeito, o livro didático continua superando sistemas, mudanças e faz com que sua produção
aumente e, também, seja distribuídos livros didáticos para todos os níveis de ensino da
Educação Básica.
O professor deve estar em constante busca de instrumentos e recursos que venham a
enriquecer a sua prática pedagógica, de forma a contribuir para a formação de
cidadãos críticos, conscientes e reflexivos e, nesse contexto, o livro Didático sempre
teve e sempre terá um papel importante para o processo de ensino-aprendizagem,
em todos os momentos da vida escolar de nossos alunos.
* Deonisio Formentini, professor de História.
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