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quinta-feira, 14 de setembro de 2023

SEMANA FARROUPILHA, poemas, poesias

 POESIAS, POEMAS sobre  
O GAÚCHO

Gaúcho nasceu para ser livre


Quem nasce sob as bênçãos deste chão

Trás no sangue a marca gaúcha de quem sabe pelear.

Ostenta com orgulho seu Rio Grande, sua herança...

Que trás estampado no peito todo o gaúcho desde criança.


Em cada “eu sou gaúcho” ecoa em liberdade

Mais que a voz é um grito corajoso e retumbante

De um povo heróico, aguerrido e bravo...

Gaúcho nasceu para ser livre, não há quem o faça escravo!



EU SOU GAÚCHO... E DESSE JEITO EU SOU FELIZ

NÃO ME LEVE A MAL... O RIO GRANDE É MEU PAÍS


Eu sou Gaúcho, por favor não leve a mal,

do interior, capital me acompanha o chimarrão.


Uso bombacha, em qualquer lugar que ande

tenho orgulho do Rio Grande, minha terra meu rincão.


Todos os dias eu retiro meu chapéu

Agradeço ao Pai do céu

por ter nascido Gaúcho...


Canto meu hino com a mão no coração

sou a própria tradição

De um povo simples sem luxo.


EU SOU GAÚCHO... E DESSE JEITO EU SOU FELIZ

NÃO ME LEVE A MAL... O RIO GRANDE É MEU PAÍS

 

 

 

Sou gaúcho!

Sou gaúcho de tradição,

Do churrasco ao chimarrão.


De montar cavalo xucro,

Mesmo que isto não me de lucro.


Pois faço o que faço,

Nem to ai pro fracasso.


Quero mesmo é honrar a tradição

Pois dentro do peito, bate forte o amor pelo meu chão.


Embora bagual na lida campeira,

Sou bastante carinhoso com minha parceira


Gaúcho que leva flores,

Gaúcho de muitos amores.


Amor pela pátria querida

E a minha chinoca bonita.


Parceiro dos amigos

E não cultivo inimigos.


Alguém que não frouxa na peleia

E não se mete na vida aleia.

Sou um gaúcho de coração

 

 

 

Sou gaúcho por natureza

Nasci com a certeza

E a cultura deste chão

E honrar a tradição

Na escola não deu pra aprender

Então tive que viver

E entender a realidade

Sem precisar de faculdade

Aprendi tudo a respeito

E hoje bato no peito

Com sabedoria segura

Se eu tenho cultura

Com a vida aprendi

Hoje estou aqui

Com absoluta simplicidade

E com muita humildade

Dizer, que desta terra eu sou cria

Sempre fui um peleador

E dei muito valor

A quem eu achei que merecia.

Com Paz Amor Alegria

Do meu coração brota o AMOR.


 

CHIMARRÃO

Amargo-doce que eu sorvo,

num beijo em lábios de prata,

tens o perfume da mata,

molhada pelo sereno;

e a cuia, seio moreno,

que passa de mão em mão,

traduz no meu chimarrão,

em sua simplicidade,

a velha hospitalidade

da gente do meu rincão.


Trazes à minha lembrança,

nesse teu sabor selvagem,

a mística beberagem

do feiticeiro charrua,

e o perfil da lança nua,

apontando, firme, a trilha

por onde rolou a história

empoeirada de glória

da Tradição Farroupilha.


Em teus últimos arrancos,

no ronco do teu findar,

ouço um potro corcovear

na imensidão deste Pampa;

e em minha mente se estampa,

reboando dos confins,

a voz febril de clarins

repinicando “Avançar!”.


Então, me fico a pensar,

apertando o lábio, assim,

que o amargo que está no fim,

que a seiva forte que eu sinto,

é o sangue de 35

que volta, verde, pra mim!


  Autor: Glaucus Saraiva


A LENDA E A PRENDA

Das raças que se fundiram

Criando a nossa feitura,

Eu tenho a fibra e o sangue

Que me faz ser uma Prenda

Pois tenho resquícios de lenda

Na minha própria figura.


A bugra foi a mulher

Daquela raça nativa

Que acabou sendo cativa

Do branco que aqui chegou.

E nessas paragens pampeanas

Quantos instantes sensuais

Não tiveram os ancestrais

Do homem que me gerou.


E nessa miscigenação

De cruzamentos selvagens,

Formou-se nestas paragens

A família primitiva.

Por isso me sinto as vezes

Encarnando a viva estampa

da mulher, filha do Pampa,

Austera, rija e altiva.


Quando derramo as lágrimas

Brotadas duma paixão,

E o meu chucro coração

Com emoção corcoveia;

Quem sabe se não encarno

OBIRICI a Virgem Vencida,

Que verteu lágrimas sentida

Formando o Passo da Areia.


Ou quem sabe se a minha alma,

Toda em fogo consumida,

Não revive aquela vida

Que morreu numa fogueira:

E minhas faces coradas

E os meus lábios de rubi,

Relembram a índia ANAHÍ,

Que é a flor da corticeira.


E outras bugras sacrificadas

Em holocausto ao amor,

Que hoje são rios ou são flor,

Dessas lendas do rincão,

Me deram a alma e os anseios

Pra ser a imagem rediviva

Da mulher gaúcha, nativa,

E ser Prenda da Tradição!


Autor: Dimas Costa 

 

 

* Deonisio Formentini, professor de História.



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